eu queria escrever um pouquinho, bem sem pretensão, mas nenhuma mesmo, sobre esse lance das sacolas plásticas e proibição.
é que a gente sabe tanto, né não? ou acha que.
não desenvolvi estudos a respeito, nem fiz mega pesquisas, mas tenho gasto por aqui alguns neurônios restantes com esse tema (dentre outros), desde que um amigo me provocou com o assunto citando o babaca do pc siqueira quando me viu com uma ecobag. algo como " a ecobag tbm não vai levar tanto tempo pra se desfazer quanto?"
daí assim, de supetão, o óbvio me apareceu. pode até ser, maaaas: a porra da ecobag vai ser utilizada por uns bons anos antes de ser descartada. tipo aquelas sacolas de feira que minhas avós usavam toda semana e que duraram minha infância inteira.
confesso: sou uma usuária de sacolas permanentes, bem antes da proibição da sacola plástica. sou contra o consumo desnecessário de qualquer coisa, uso as coisas até o fim, não jogo lixo na rua (sei que vocês também não, mas acreditem, há quem joga), faço reciclagem. não sou perfeita, cometo erros. mas sou ligeiramente ecochata. além disso, tinha o lance do conforto. sacolas plásticas machucavam minhas mãos, sacolas permanentes não.
andei anos com a minha ecobag na bolsa. agora ando com elas no carro. quando esqueço, uso caixas já descartadas pelo supermercado e algumas poucas sacolas para guardar as compras molhadas.
e sim, admito. acho mais fácil. para mim, é também questão de conforto.
no entanto (posso também estar um bocado enganada e vou querer mudar de ideia se assim for) é também questão de princípios. a sacola plástica é um item descartável. e o descartável é uma invenção desse sistema capitalista (começou com o barbeador, vulgo gilette), dessa sociedade de consumo. portanto, atende a esse sistema.
há 20 anos, antes das grande redes de supermercado se tornarem tão hegemônicas e engolirem os bons e velhos mercadinhos de bairro (certo, tem gente que vai me falar dos preços, dos empregos - dispenso esse blablablá, me resta cérebro e, modéstia a parte, dos bons), as pessoas utilizavam sacolas de lona, sacolas de feira, carrinhos de feira para transportarem as compras. as sacolas plásticas vieram junto com as redes. me lembro do velho paes mendonça, um dos primeiros hipermercados. sacolas plásticas lá. no mercadinho do limoeiro, sacos de papel, no máximo. eu levava a sacola de casa pra fazer compras pra minha mãe.
não sei se é uma questão de proibição. também acho demais que se cobre 0,19 centavos por uma sacolinha.
mas ainda acredito que devíamos repensar esse suposto "conforto".
e mais que tudo: rever os descartáveis.
ou ainda o conceito de descartável.
porque se começa a aplicar isso nos relacionamentos e pessoas não são descartáveis.
mas isso é assunto para outro post...
bolhas de sabão
sábado, 28 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
partindo do princípio de que informação nunca é demais.
mesmo quando é repetida, mesmo quando é sempre a mesma informação.
ontem, na internet, outra página sobre dicas de sono. as mesmas dicas. o travesseiro é seu melhor amigo, troque seu colchão, faça meditação, não coma antes de dormir, blablablá.
reli.tudo.
antes passeei no parque abracei a árvore, observei os pássaros, caminhei.
depois, já de travesseiro novo há semanas e cama nova idem, segui a dicas. de novo. meditei. não comi antes de dormir. me acalmei.
e tive a única noite de sono verdadeiramente boa de 2011.
tá, insones são dramáticos, já dizia minha professora de sono, eu sei. mas eu juro, foi a melhor.
não tive sonhos penosos.
não acordei uma única vez.
dormi assim que deitei.
acordei tão feliz... olha só como quero pouco da vida!
acrescentando um item na minha lista de pedidos, e em primeiro lugar: quero dormir bem todas as noites. vou ser uma boa menina e seguir as dicas.
mesmo quando é repetida, mesmo quando é sempre a mesma informação.
ontem, na internet, outra página sobre dicas de sono. as mesmas dicas. o travesseiro é seu melhor amigo, troque seu colchão, faça meditação, não coma antes de dormir, blablablá.
reli.tudo.
antes passeei no parque abracei a árvore, observei os pássaros, caminhei.
depois, já de travesseiro novo há semanas e cama nova idem, segui a dicas. de novo. meditei. não comi antes de dormir. me acalmei.
e tive a única noite de sono verdadeiramente boa de 2011.
tá, insones são dramáticos, já dizia minha professora de sono, eu sei. mas eu juro, foi a melhor.
não tive sonhos penosos.
não acordei uma única vez.
dormi assim que deitei.
acordei tão feliz... olha só como quero pouco da vida!
acrescentando um item na minha lista de pedidos, e em primeiro lugar: quero dormir bem todas as noites. vou ser uma boa menina e seguir as dicas.
domingo, 25 de dezembro de 2011
um bêbado trajando luto
não acho que bêbado diz a verdade.
pela minha experiência, bêbado potencializa tudo.
pela minha experiência, gente com mágoa não devia beber. pq sai por aí querendo resolver, atribuir responsabilidades e acaba magoando quem não deve.
mas é claro que eu falo de mim. não, não vamos fingir que esse assunto é geral.
tbm não, não estou bêbada hoje. mesmo sendo noite de natal. mesmo a noite de natal aumentando todas as dores. mesmo vivendo, como disse uma querida porém equivocada amiga ontem, dando mais valor aos "mortos" que aos vivos.
eu só queria reassumir meu compromisso com a verdade. ou talvez isso seja sério demais pq verdades doem. mas eu posso reassumir meu compromisso com a não-mentira, que não é a mesma coisa que dizer verdades doa a quem doer. eu só não vou mentir. e espero que não doa.
certo, esse post tá confuso. é que estou organizando, depois de um longo período de bagunças. quando a gente passa tempo demais longe da gente parece que a poeira acumula. e eu passei um longo período longe.
espero que tenha bastante tempo ainda para que eu conserte as asneiras que fiz. e espero que as pessoas sejam misericordiosas, especialmente meus irmãos. que os anos que chegam sejam bondosos e que eu possa ajudar a sarar as feridas que provoquei.
*
eu ando muito preocupada com o futuro. saber que é inútil não faz a menor diferença.
esses dias eu soube de uma notícia. fiquei mal, de cama mesmo. e pensei: lá se vai mais uma parte do meu passado, da minha vida.
explico: festas de fim de ano despertam o pior em mim. pq é quando fica mais evidente as ausências e como tudo mudou.
das minhas festas de fim de ano de quando eu era criança, tem: tia maga, tio marcos e vó diklá. de ano novo, besteira, eu passava com meu pai, então... sobrou minha avó. e ela sempre prefere só assistir tv. nada daquelas coisas que meu avô fazia, o cacho de uvas pendurado no teto e todas as brincadeiras com os primos, amigos, vizinhos.
não é que a gente só se importa com quem já foi. nada disso. mas lidar com toda a mudança, as ausências é um troço complicado, e pra mim, bem dolorido.
não é que eu não queira comungar com quem eu amo, estar com as pessoas. eu me preocupo inutilmente com o futuro.
e tenho pavor das ausências.
se eu não tiver festa, não tenho lembrança, não tenho ausência. certo, é um jeito burro de lidar com a dor e as perdas.
meu aniversário, passei anos comemorando cheia de dúvidas e dor. fiquei felicíssima esse ano por ter ido pra longe. não sinto as ausências.
sou muito grata pelas presenças. eu apenas sinto tanto medo de perdê-los que eu me afasto.
que droga. outro post confessional. eu tinha prometido pra mim parar com isso.
pela minha experiência, bêbado potencializa tudo.
pela minha experiência, gente com mágoa não devia beber. pq sai por aí querendo resolver, atribuir responsabilidades e acaba magoando quem não deve.
mas é claro que eu falo de mim. não, não vamos fingir que esse assunto é geral.
tbm não, não estou bêbada hoje. mesmo sendo noite de natal. mesmo a noite de natal aumentando todas as dores. mesmo vivendo, como disse uma querida porém equivocada amiga ontem, dando mais valor aos "mortos" que aos vivos.
eu só queria reassumir meu compromisso com a verdade. ou talvez isso seja sério demais pq verdades doem. mas eu posso reassumir meu compromisso com a não-mentira, que não é a mesma coisa que dizer verdades doa a quem doer. eu só não vou mentir. e espero que não doa.
certo, esse post tá confuso. é que estou organizando, depois de um longo período de bagunças. quando a gente passa tempo demais longe da gente parece que a poeira acumula. e eu passei um longo período longe.
espero que tenha bastante tempo ainda para que eu conserte as asneiras que fiz. e espero que as pessoas sejam misericordiosas, especialmente meus irmãos. que os anos que chegam sejam bondosos e que eu possa ajudar a sarar as feridas que provoquei.
*
eu ando muito preocupada com o futuro. saber que é inútil não faz a menor diferença.
esses dias eu soube de uma notícia. fiquei mal, de cama mesmo. e pensei: lá se vai mais uma parte do meu passado, da minha vida.
explico: festas de fim de ano despertam o pior em mim. pq é quando fica mais evidente as ausências e como tudo mudou.
das minhas festas de fim de ano de quando eu era criança, tem: tia maga, tio marcos e vó diklá. de ano novo, besteira, eu passava com meu pai, então... sobrou minha avó. e ela sempre prefere só assistir tv. nada daquelas coisas que meu avô fazia, o cacho de uvas pendurado no teto e todas as brincadeiras com os primos, amigos, vizinhos.
não é que a gente só se importa com quem já foi. nada disso. mas lidar com toda a mudança, as ausências é um troço complicado, e pra mim, bem dolorido.
não é que eu não queira comungar com quem eu amo, estar com as pessoas. eu me preocupo inutilmente com o futuro.
e tenho pavor das ausências.
se eu não tiver festa, não tenho lembrança, não tenho ausência. certo, é um jeito burro de lidar com a dor e as perdas.
meu aniversário, passei anos comemorando cheia de dúvidas e dor. fiquei felicíssima esse ano por ter ido pra longe. não sinto as ausências.
sou muito grata pelas presenças. eu apenas sinto tanto medo de perdê-los que eu me afasto.
que droga. outro post confessional. eu tinha prometido pra mim parar com isso.
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